27.2.15

Séries que representam os bons tempos do humor brasileiro


O humor brasileiro já esteve mais bem representado e isso pode ser notado levando em conta os atuais ícones do gênero, como Paulo Gustavo e Tata Werneck. Sem críticas, resolvi dedicar um post inteiro aos tempos áureos do humor brasileiro, períodos onde a jocosidade arrastava a família para frente da TV e arrancava boas gargalhas, tempos tão bons que os programas detinham e asseguravam cerca da metade da audiência de suas emissoras e eram peças insubstituíveis das noites pós horário- nobre.
Mesmo não assistindo, era impossível não se deparar com comentários sobre as séries, afinal quem não se lembra do casal Rui e Vani em Os Normais e da dupla Marinete e Solineuza em A Diarista?
Para relembrar ou conhecer, basta conferir essa seleção das séries que melhor representaram os bons tempos do humor brasileiro:


A Grande Família:

A Grande Família contou a história dos Silva, uma família de classe-média brasileira, moradora de um subúrbio na Zona Norte do Rio de Janeiro, com conflitos comuns e bem-humorados que retratam um dia-a-dia padrão. Por possui personagens carismáticos e que são o espelho da maioria da população,  se tornou o programa humorístico mais duradouro e mais assistido da TV brasileira, tendo seu fim em 2014, após 489 episódios.
Além do sucesso na TV, a serie se tornou um sucesso na opinião pública, tendo alguns de seus produtos cenográficos lançados, como a jarra de abacaxi icônica presente na mesa dos Silva. Entre outros objetos de cozinha que fizeram sucesso e trouxeram curiosidade aos telespectadores estão a fruteira em forma de cacho de banana e a chaleira em forma de golfinho.
Você pode assistí-la aqui

Os Normais:

Quem não deu boas gargalhadas com o casal Rui e Vani? Os noivos, que apesar de passarem a maior parte do tempo juntos no mesmo apartamento, viviam em lares separados no Rio de Janeiro onde passam por situações inusitadas e quebraram tabus até então muito iminentes na família brasileira. 
Aproveitando-se do formato diferente, Fernanda Torres e Luis Fernando Guimarães mexiam com a metalinguagem e quebravam a quarta parede, falando direto com o espectador, tornando a conexão público-personagem cada vez mais íntima.
Infelizmente a série chegou ao fim em 2003, por decisão do próprio diretor, que considerava a fórmula da série como ultrapassada, mesmo que esta ainda estivesse com bons números de audiência.
Você pode assisti-la aqui

Sai de baixo:
A primeira sitcom da lista e a que menos assisti, isso porque eu era muito novinho e pouco ligado em TV. Mas, atire a primeira pedra quem não ouviu o famoso bordão "Cala a boca, Magda!", que marcou uma geração e demonstra o enorme sucesso da série, que só saiu do ar pra dar espaço ao milionário Big Brother.

A série acontecia somente em um cenário, a sala de estar da família, e girava em torno de Vavá, Caco, Magda e Cassandra. Que seguiam os esteriótipos de chefe de família, genro vagabundo, esposa fútil e sogra antipática. Além dos protagonistas, a série frequentemente recebia seu elenco de personagens secundários, como o porteiro Ribamar e a empregada Neide.

Mesmo tendo sido uma sitcom, divergia bastante das série norte-americanas do mesmo gênero, principalmente por sempre bastante informal e tendo uma relação com o público recorrente, já que os atores frequentemente interagiam com a plateia, esqueciam as falas ou riam das próprias situações que estavam encenando. Cada episódio era gravado 2 vezes, e na edição do humorístico eram misturadas as melhores imagens de cada gravação. Deixando a série mais leve e animada.
Episódios completos aqui.

A Diarista:

O seriado cômico contava a história da diarista Marinete, que a cada dia trabalhava em uma casa diferente, limpando e se metendo em confusões. Sempre ao seu lado, estava a fiel escudeira Solineuza - a poia, as amigas Dalila e Ipanema e o chefe Figueirinha , que comandava a agência "Dia a Dia Diarista" e só metia Marinete em roubadas. 
Incialmente, tratava-se de uma série de fim de ano, mas o sucesso foi tamanho que foram produzidas quatro temporadas, todas contando como protagonista a comediante Cláudia Rodrigues. No entanto, o destaque foi para Dira Paes, inteprete de Solineuza e revelação do humor.
Em dezembro de 2009 iniciaram-se as gravações para a quinta temporada da série, que teria 12 episódios; a produção foi interrompida, no entanto, devido a problemas de saúde com Cláudia Rodrigues.
Você pode assistir aqui.

Toma lá, dá cá: 


Toma lá, dá cá foi inicialmente exibida no especial de fim de ano, mas pelo sucesso de audiência e recepção do público, tornou-se fixa em 2007, substituindo A diarista.
A sitcom conta a história dos casais Arnaldo e Rita e Mário Jorge e Celinha. Mário Jorge já foi casado com Rita, com quem teve os filhos Tatalo e Isadora, e Celinha já foi casada com Arnaldo, com quem teve o filho Adônis. Mesmo estando separados, eles se encontram todos os dias, pois são vizinhos de porta no apartamento que moram. O cotidiano dessas famílias é sempre repleto de confusões, brigas e várias situações cômicas, envolvendo principalmente a ninfomaníaca Copélia, a empregada Bozena, uma pato-branquense que intercala o serviço entre as famílias, e a perversa síndica do prédio, Dona Álvara, com seu marido Ladir e sua segurança Dayse.
Fazendo alusão ao país e uma crítica à política, Toma lá, dá cá caiu no gosto da crítica e do povo, emplacou bordões, alcançou picos de audiência e garantiu o prêmio extra de melhor série de televisão.  
Assista aqui.

Lucas.

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