A MPB surgiu em meio a um cenário de revolta política, de uma cena cultural ávida por justiça em tempos de ditadura. Sendo a segunda geração da bossa nova, nunca se houve tanto uso de palavras para não cair na bendita censura.
Revolta, drogas, sexo, AMOR! A mpb se tornou um dos ritmos mais abrangentes existentes no Brasil e se duvidar, no mundo. Tendo seu início com Elis Regina, provavelmente o maior nome desse gênero, a MPB é a crítica velada da injustiça social e da repressão governamental, muitas vezes baseadas em uma oposição de cunho progressista à cena política caracterizada pela ditadura militar, a concentração da propriedade da terra e imperialismo. A variação dentro de MPB foi o movimento artístico de curta duração, mas influente, conhecida como Tropicália.
Mas os tempos mudaram. Hoje, a "moda" é amar, não há sinédoque ruim. Cazuza, Cássia Eller, Elis, Caetano, Chico, Renato e tantos outros serão eternamente lembrados por seu infinito talento, mas novos artistas se juntarão à eles. A começar por Marcelo Camelo, ex-vocalista dos Los Hermanos. Trazendo o retrato da MPB consigo, nos levou às mais diversas sensações com "Sou" de 2008. Destaque para Janta e Passeando.

E como citei Janta, vamos falar de sua colaboradora, Mallu Magalhães. É impossível não se encantar com a moça de 22 anos. Dona de um rosto angelical, a voz não destoa e é impossível não ter vontade de amar. Em seu mais recente lançamento solo, Pitanga, Mallu conquistou seu espaço com Velha e Louca e Sambinha Bom. O álbum ainda é uma completa dualidade, mostrando seu enorme potencial.

Com um ritmo mais "valsante", Tiê arranca suspiros de todos que tem o prazer de ouvir suas produções - eu não estou falando só de meninas com coração partido, não! A afiliada de Toquinho não peca em nenhum pré-requisito para uma boa cantora. Vale à pena cada segundo. Assinado Eu é sua marquinha registrada.
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Tulipa é moderna, quieta, "come pelos cantos", e com músicas sólidas desde a primeira até a última, a moça tem seu lugar mais do que garantido quando se falar em MPB. Construiu o que chama de "pop florestal" - metade paulista, metade mineiro, com composições próprias, do pai e do irmão.Fica o destaque para o amorzinho É.

Thiago Petit, assim como Tiê e Tulipa, foi um integrante do "Novos Paulistas", tem um som calmo e segue a mesma linha de suas amigas, calmo, dançante e relaxante, com controvérsias. Seu terceiro álbum foi caracterizado como Sujo e Distorcido. O seu melhor clipe é Não Se Vá, que traz a sensibilidade da música transportada para o vídeo, dirigido por Vera Egito.

O carioca Cícero, já remete a tradicional MPB, principalmente em seu primeiro álbum, Canções de Apartamento, gravando e tocando todos os instrumentos em seu apartamento e o disponibilizando para download gratuito em seu site e em sua página no Facebook. O álbum é um dos melhores dessa lista, fazendo referências melódicas, harmonicas e literárias em 10 canções confessionais. Tempos de Pipa é sua música chave.

SILVA tem suas doses eletrônicas. Multi-instrumentista, ficou conhecido após o lançamento do seu primeiro álbum Claridão, em 2012 pela Slap. Em 2014, o rapaz já lançou álbum novo, já no começo é possível ter aqueles gostinho de querer mergulhar de cabeça em seu universo. A visita é seu clipe mais emblemático.
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Marcelo Jeneci é o queridinho dos apaixonados. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu oucitou um dos seus versos para a pessoa amada. Pela Som Livre lançou seu primeiro disco no final de 2010, Feito para Acabar. No álbum se destacam "Felicidade" (parceria com Chico César) e "Feito para acabar".

Com uma certa discrepância em relação aos outros, Céu é singular. Com uma certa obsessão por viagens, a cantora nos faz seguir seu caminho enquanto a ouvimos. Com influências do reggae e até um certo free-jazz, ela nos faz pensar em "por que não?". A linha reflexiva em Vagarosa trás bastante dessa essência. Destaque para Asfalto e Sal.
Viva o Brasil.
Lucas.



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